13/08/2017

Love The Way You Lie - Capítulo III - Almoço


Angel Baker-Bieber.
— Angel, levanta, vamos sair. — Justin disse ao entrar no quarto.
— Que horas são? — perguntei sonolenta, o observando tirar a blusa e jogá-la no chão.
— Quase meio-dia. — respondeu frio entrando no banheiro.
Demorei cinco minutos para criar coragem de sair da cama. Bufei e me levantei indo atrás dele.
— Onde vamos? — perguntei me escorando no batente da porta.
— Não é da sua conta. — respondeu lavando seu curto cabelo.
— Como não? Se for uma dessas suas reuniões com fornecedores de drogas eu não vou. — disse cruzando os braços.
— E porque não? Você vai como onde eu quiser, você não tem o que querer. — debochou.
— Justin, eu estou cansada de ir com você nesses compromissos. Eles só faltam me comer com os olhos e você não faz nada.
Ele desligou o chuveiro e enrolou uma toalha em sua cintura. Justin se aproximou e me prensou contra a parede, molhando minha roupa com as gotículas de água que escorriam por seu tronco nu. Fiz careta quando senti minhas costas doerem. Ele depositou um beijo bruto em meus lábios e uma forte mordida no meu pescoço.
— Deixa eles olharem, não vão fazer nada. Você já tem dono e eles sabem disso.
Justin me soltou e foi para o quarto. Senti meus olhos marejarem e um bolo se formar em minha garganta. Estou cansada de ser tratada como um objeto.
— Vá se arrumar logo, nós vamos apenas almoçar fora. — ele disse aparecendo na porta do banheiro.
A vontade de chorar passou e um sorriso enorme brotou em meus lábios.
— Isso é sério? — perguntei em dúvida. Ele revirou os olhos e assentiu com cara de tédio. — Ai meu Deus, muito obrigado, Justin.
Pulei em seu pescoço dando-lhe um abraço apertado, que ele demorou alguns instantes para retribuir.
— Eu te amo. — disse selando seus lábios.
— Eu… — bufou — vá se arrumar.
Ele voltou a ser frio e me empurrou de seus braços. Revirei os olhos e me despi, entrando no box logo em seguida. Tomei meu banho sentindo o olhar de Justin sobre o meu corpo.

[…]

— Justin, posso ligar o rádio? — perguntei.
— Não. — respondeu sério.
Revirei os olhos e liguei mesmo assim. Justin bufou ao meu lado. Tocava um rap.
— Porra, eu disse não. — disse bravo.
— Sim e eu ouvi. — respondi simples.
— Angel, eu só estou fazendo isso porque a dona Pattie encheu muito o meu saco, então não me faça perder a paciência. — disse grosso.
— Desculpe — respondi encostando a cabeça no vidro.
— E desde quando você gosta de rap? — perguntou franzindo o cenho.
— Desde quando você não sabe disso, Jason? — respondi com outra pergunta.
— É Justin, porra — gritou irritado, me assustando.
— M-me desculpe, Justin. — disse baixo.
A verdade é que Justin nunca me disse ao certo o motivo de mudar seu nome. Eu ainda tento me acostumar com sua mudança de caráter e nome. E ele se irrita quando digo que ele não é mais o mesmo, ou quando erro o seu nome, como agora.
Ficamos cerca de 15 minutos em silêncio, até chegarmos ao restaurante. Justin estacionou o carro em uma vaga em frente ao restaurante. Descemos do carro e Justin passou o braço pela minha cintura. Fomos recebidos pela hostess, que nos guiou para uma mesa já reservada por Justin. O garçom veio anotar nosso pedido alguns instantes depois.
Justin não falou comigo, passou todo o tempo mexendo no celular, enquanto eu o encarava. A comida chegou minutos depois e mais silêncio.
— Você ainda está bravo comigo? — perguntei receosa.
Ele me olhou e me ignorou, voltando a comer. Peguei uma folha da minha salada e joguei em seu rosto. Justin fechou os olhos e respirou fundo. Quando abriu os olhos novamente, eu já estava gargalhando.
— Porra, Angel. — disse sério. Revirei os olhos e joguei novamente. — Quantos anos você tem?
Fui jogar novamente, mas Justin foi mais rápido. Ele derramou um pouco do seu vinho na minha comida. O encarei chocada.
— Ei, eu ainda estava comendo! — exclamei.
— E eu com isso? Foi você quem começou. — respondeu rindo.
Tentei ficar brava, mas acabei rindo junto com ele.
— Você deveria sorrir mais — disse eu. — Você fica lindo quando está descontraído.
Justin abaixou a cabeça tentando esconder seu sorriso.
— Cala a boca, Angel. Você também fica linda de boca fechada. — respondeu. Lhe mostrei o dedo e ele riu.
— Bom, já que eu não posso mais comer, você vai me levar em uma sorveteria. — sorri sapeca.
— Eu vou? — perguntou arqueando a sobrancelha, com um sorriso contido nos lábios.
— Vai sim, agora vá pagar a conta. — respondi.
—Porque não pede sorvete aqui mesmo?
— Porque não vai ter a mesma graça. — ele bufou, revirando os olhos e eu sorri. — Anda logo, Justin.
Ele ia me dizer algo, mas seu celular tocou. Ele ignorou e chamou o garçom para pedir a conta.
— Não vai atender? — perguntei e ele negou com a cabeça.— Pode ser importante.
Justin bufou e atendeu. Ele franziu o cenho, a pessoa do outro lado da linha pareceu dizer algo que o irritou, pois Justin fechou a mão em punho e travou o maxilar.

Justin Bieber.
— Alô? — encarei Angel, que também me encarava.
Bieber. — reconheci aquela maldita voz.
— Aidan. — ele riu.
Vejo que ainda se lembra de mim. — cerrei o punho. — Fiquei sabendo que o seu irmãozinho saiu da cadeia, se é que podemos dizer assim. — o filho da puta riu.
— O que você quer? — perguntei irritado.
Ah, nada, só matar a saudade. Sabe, agora que ele saiu, vai ir atrás da amada. Imagine a surpresa que ele terá. — gargalhou alto. — Por falar nisso, Angel está deslumbrante hoje, não acha? Ela deve ficar ainda mais linda nua em minha cama. — travei o maxilar.
— Eu vou te matar, seu filho da puta. — bati minha mão na mesa e Angel se assustou, assim como o garçom que trazia a conta. — Fala logo oque você quer.
Relaxa, Bieber, logo você vai saber. Mas, antes, aproveite o meu presentinho. — riu e desligou.
Tirei duas notas de $100 dólares da carteira e joguei em cima da mesa. Me levantei e peguei a bolsa de Angel e a puxei pelo braço, sem muita delicadeza.
— Justin, o que está acontecendo? Você está me machucando.
— Cala a porra da boca. — disse abrindo a porta do carro e a jogando lá dentro.
Dei a volta e assumi meu lugar no banco do motorista, dando partida em seguida.
— Quem era no telefone? — perguntou com a voz chorosa. — Você está me assustando. — gritou.
A ignorei e olhei pelo retrovisor. Três carros pretos surgiram atrás de nós com homens armados, seguidos por sons de tiros.
— ANGEL, ABAIXA! — gritei, pisando no acelerador. — Merda.

Continua…


Postagem programada, mas pode comentar que vou adorar ler :).
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3 comentários:

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