10/12/2016

Possessive Love - Capítulo 7 - Bons Sonhos


Skylar Houck’s P.O.V.
Apalpei minha barriga em busca de algum sinal de dor, mas não senti nada. Percebi que o sangue, na verdade, não era meu. Levantei minha blusa para enxergar melhor de onde vinha o sangue e encontrei apenas mais um pouco de sangue espalhado pela minha pele.
Afastei as cobertas para me levantar, com os olhos atentos de Stacy sobre mim em busca de algum indício de que havia algo errado. Caminhei para perto de Jenny, que também me lançava olhares atentos, e vi alguns dos cacos de vidro sujos de sangue.
— Vou chamar logo a polícia. — Stacy disse já se virando para sair do quarto.
— Não — afirmei alto.
— O que? Como assim "não"? — Perguntou confusa.
— Stacy, chega de polícia, pelo amor de Deus. Daqui a pouco essa casa vira uma segunda delegacia no bairro. Eu estou bem e claramente não levaram nada. Não há necessidade de envolver a polícia novamente — respondi, dando um longo suspiro ao final.
— Sky, você bebeu enquanto dormia? — Perguntou irônica. — Como não há necessidade? Invadiram nossa casa, há sangue em você. Como você pode não estar preocupada?
— Eu estou preocupada Stacy, mas já estou farta de responder perguntas. Eu preciso de paz, entende? Chamar a polícia só vai chamar mais atenção dos vizinhos. Por favor, não ligue para a polícia — pedi exausta.
— Tudo bem, Sky, eu não irei ligar. Porém, amanhã mesmo vamos procurar outra casa para morar, de preferência fora da cidade — disse por fim e saiu pisando duro.
Jenny, que até então se manteve quieta, se aproximou e me abraçou de lado, depositando um beijo em minha cabeça.
— Não fique brava com ela, Stacy só está preocupada. — assenti em silêncio, dando um longo suspiro. — Vá tomar um banho, deixe que eu limpo essa bagunça. Vou pedir a Stacy que prepare um chá de camomila, acho que todos nós precisamos de algo para dormir depois de toda essa cena.
Deixei Jenny no quarto e segui para o banheiro, me despindo e entrando debaixo do chuveiro rapidamente. Com os pensamentos a mil, tentei ao máximo me limpar sem o olhar o sangue espalhado sobre mim.
[…]

Ouvi Jenny resmungar algo ao meu lado sobre o barulho e estiquei minha mão para desligar o despertador do celular. Depois que saí do banho, na noite anterior, Stacy e Jenny estavam sentadas em minha cama com o chá, preparado por Stacy. Elas resolveram que seria melhor dormirmos todas juntas, já que não estávamos mais seguras nem mesmo dentro da nossa própria casa.
Me levantei com cuidado para não acordar as duas que ainda dormiam ao meu lado. Entrei em meu minúsculo closet e peguei uma muda de roupa para ir trabalhar. Depois de tomar um banho quente, vesti a roupa que havia separado e desci para tomar café-da-manhã. Assim que adentrei a cozinha, dei de cara com Jenny terminando de preparar o café e Stacy com uma cara emburrada.
— Bom dia! — disse, chamando a atenção das duas.
— Bom dia! — respondeu Jenny, com um sorriso pequeno.
— Aonde você vai? — Stacy perguntou séria.
Respirei fundo antes de responder, sabendo bem que aquele diálogo iria dar briga.
— Trabalhar, onde mais? — Respondi.
— Skylar, você não vai pôr o pé para fora de casa hoje.
— Stacy, por favor, nem comece a implicar com meu emprego. Isso é a única coisa que faz a minha vida ser um pouco normal ultimamente. Então, não comece com os seus sermões — respondi, colocando um pouco de café em uma xícara.
— Você poderia estar morta sabia? — aumentou o tom de voz.
— O sangue nem era meu — tentei manter a calma.
— E daí? — Disse histérica. — Você sabe de quem é? Como foi parar em você? Não, então pelo amor de Deus, será que dá pra parar de pensar só em você e me ouvir uma vez na sua vida? Eu já não aguento mais me preocupar com o que vai acontecer quando você sai do alcance das minhas vistas.
Seus olhos se encheram de lágrimas e ela saiu rapidamente da cozinha, logo após seu desabafo. Olhei para a xícara de café intocada em minhas mãos e depois encarei Jenny, que mantinha sua expressão de: você sabe que ela tem razão. Suspirei e me levantei, já não sentia mais fome. Peguei minha bolsa e saí de casa.
Apesar de uma boa parte de mim, querer dar ouvidos a Stacy e ficar em casa, a minha outra parte me dizia para parar de sentir medo e encarar os problemas de frente. Afinal, se algo fosse acontecer, eu não estaria segura em lugar algum, muito menos em casa. Não demorou muito e logo eu estava em frente à loja que trabalho. Respirei fundo e entrei, dando início a mais um dia desgastante de minha vida.

[…]

Por volta das cinco da tarde, meu expediente acabou. Ao sair da loja, encontrei Jenny com o carro de Stacy me esperando.
— Precisamos passar no supermercado. — ela disse assim que entrei no carro.
— Tudo bem, tem um não muito longe daqui. — respondi.
Expliquei o caminho para Jenny e em poucos minutos chegamos ao supermercado. Entramos no estabelecimento e vi que não estava tão cheio, agradeci a Deus mentalmente, pois tudo o que eu menos queria era ter que ficar em uma fila por duas horas. Jenny se afastou, dizendo que iria pegar o leite que havia acabado. Assenti com a cabeça e segui para a sessão de doces.
Fiquei tão distraída, que não percebi uma presença ao meu lado.
— Oh, meu Deus, Luke! Você me assustou. — disse, dando um sorriso forçado.
— Desculpe, querida, eu não queria assustar você. Só gostaria de dizer que vou ficar muito feliz em receber vocês em minha casa. — sorriu.
— O que? — Perguntei confusa.
— Oh! Stacy não te contou?
— Não, Stacy não me contou. — respondi séria, tentando manter a paciência.
Não gosto dele!
— Bem, Stacy me ligou ontem a noite, disse que houve mais um incidente e que vocês precisavam de um lugar pra ficar até encontrarem outra casa. — disse um pouco confuso.
— Aquela vadia — murmurei. Vi Luke arquear uma sobrancelha. — Tenho que ir, Luke. Foi bom te ver!
Com um último sorriso forçado, deixei Luke para trás e fui em busca de Jenny, que já estava no caixa.
— Eu vou matar a Stacy! — pronunciei assim que cheguei perto da mesma.
— O que ela fez? — perguntou pegando os doces de minha mão e colocando sobre o balcão do caixa.
— Ela ligou para o Luke ontem e pediu para nós ficarmos na casa dele por enquanto, sem me consultar.
— O quê? Quem é Luke? — perguntou confusa.
— Depois eu te explico. — respondi vendo que a operadora de caixa já passava nossas coisas.

[…]

— Sky, fica calma — disse Jenny, entrando em casa logo atrás de mim.
— Não, Jenny, ela não podia ter feito isso. Aquele Luke, ele… ele… argh! — bufei irritada, indo até a sala.
— Ele o quê, Sky? Quem é esse cara afinal? — sentou-se no sofá.
Suspirei e me sentei ao seu lado, pensando em como lhe explicar que não gosto do Luke apenas porque sinto uma sensação estranha quando ele está por perto.
— Luke é um cara que Stacy conheceu quando fomos à boate, — comecei — no dia em que tentaram me sequestrar. Ele estava aqui quando entrei em casa desesperada.
— Tá, mas o que te incomoda nele? — perguntou confusa.
— Não sei explicar, Jenny. Luke agiu estranho quando o conheci, ele ficou interessado demais no meu “quase sequestro”. — encarei a janela enorme à minha frente.
— Ele poderia estar preocupado — sugeriu. — Não. Se ele estivesse preocupado mesmo, iria querer saber se eu estava bem, não se eu havia visto o rosto dos sequestradores — fiz uma careta.
— O que tem ele querer saber isso? — perguntou.
— Não tem nada, o problema é que ele me perguntou isso a noite toda, até ir embora.
— É, isso é estranho — assenti.
— Fora que ele não me parece ser confiável — acrescentei.
— Sky, você é a última pessoa que pode dizer isso — a encarei confusa. — Você namorou Justin Bieber, o cara te bateu, assaltou uma joalheria e te baleou. Você definitivamente não sabe dizer quando uma pessoa é confiável ou não.
Peguei a almofada ao meu lado e joguei em sua cara rindo.
— Justin foi um caso a parte — observei.
— Não venha com essa, Skylar.
— Jenny, Justin e eu éramos amigos antes de namorarmos. Ele nem sequer era da gangue do pai.
— Mas era estranho. Sky, só você não enxergava, ele era agia como se fosse seu dono.
— Não era assim — me defendi.
— Não? — arqueou uma sobrancelha.
— Cala a boca — disse rindo.
— Vou tomar um banho — levantou-se e saiu, subindo as escadas.
No mesmo instante a porta se abriu, revelando Stacy. Olhei para o relógio à minha frente e eram apenas 18h ainda.
— Chegou cedo — pronunciei.
— Me liberaram um pouco mais cedo hoje — respondeu, colocando suas coisas em cima do sofá.
— Stacy, você poderia me explicar porque tive que ficar sabendo por outra pessoa, que você ligou para o Luke ontem e pediu para ele nos abrigar? — perguntei de uma vez.
— Quem te contou isso? — perguntou séria.
— Quem você acha? — debochei. — O próprio, em carne e osso.
— Onde você o viu? — ela estava tentando fugir do assunto.
— Não tente me enrolar, Stacy. Mas, respondendo sua pergunta, eu o encontrei por acaso no supermercado. Agora me responda você, porque não me consultou antes?
— Como “por que”, Sky? Você não iria querer.
— Mas é óbvio, Stacy — me levantei. — Você mal o conhece, caralho! — quase gritei.
— E o que tem isso? Luke é um cara legal, nunca entendi essa sua implicância com ele.
— Não é implicância. Como você pode saber se ele é gente boa? Ele não é confiável, Stacy, será que você pode me dar ouvidos?
— Não é confiável por quê? Porque ele se preocupou com você?
— Stacy, eu namorei um traficante. Eu aprendi a perceber quando alguém está com más intenções, e eu te digo: Luke não é quem você pensa!
— Você não ficou tanto tempo com o Bieber depois que ele seguiu os passos do pai — revirou os olhos. — Chega disso, Skylar. Nós vamos para a casa do Luke, você querendo ou não.
— Pois então vá você e a Jenny, se ela quiser, eu não vou morar com uma pessoa que conheci há menos de duas semanas. Pode esquecer!
— Skylar, nós combinamos que eu não chamaria a polícia e hoje mesmo iríamos procurar outra casa.
— Sim, mas não a casa do Luke. Eu não vou pra lá, Stacy! — bati o pé.
— JÁ CHEGA! — gritou, me fazendo dar um passo para trás de susto. — Eu vou sair por aquela porta para esfriar a mente antes que eu perca a cabeça. Quando eu voltar, quero você de mala pronta!
— Sky, me ajude a pegar as… — Jenny entrou na sala. — compras no carro. Tá tudo bem por aqui? — perguntou cautelosa.
— Vai esperar sentada — respondi Stacy.
Ela me encarou por alguns segundos, pegou suas chaves e saiu de casa batendo forte a porta. Bufei, passando a mão pelo cabelo. Respirei fundo tentando me acalmar, mas não adiantou.
— Melhor eu ir atrás dela, antes que dê merda — Jenny disse e saiu.
Soltei um grunhido de raiva e subi para o meu quarto. Um banho com certeza iria me acalmar.

Ao sair do banho, enrolei uma toalha em meus cabelos molhados e coloquei um roupão. Sentei em minha cama e peguei o telefone para pedir uma pizza. Ainda eram sete horas, mas eu estava com muita preguiça se preparar algo para comer. Após fazer o pedido, liguei para Jenny, porém, a ligação caiu na caixa postal.
Me levantei e segui para o closet, vesti uma calça de moletom cinza e uma regata branca, não existe nada mais confortável que isso. Desci para a sala e resolvi assistir um pouco de televisão. Passei alguns minutos zapeando os canais, mas não achei nada de interessante. Quando por fim desisti de assistir, a campainha tocou. Olhei no relógio e fazia apenas dez minutos que eu havia pedido a pizza. Estranhei a rapidez, porém subi para o quarto e peguei o dinheiro. Enquanto descia as escadas, a campainha tocou mais cinco vezes.
— Já vai! — bufei irritada e abri a porta, contando o dinheiro. — Oi, nossa como vocês foram rapi…
Travei assim que ergui o olhar. Uma onda de pânico passou pelo meu corpo, um frio me subiu pela espinha e meu primeiro ato quando voltei a mim segundos depois, foi fechar a porta o mais rápido possível.
— Não! — gritei quando o vi colocar um pé e uma mão para me impedir de fechar a porta.
Senti minhas vistas embaçarem, mas me controlei para não chorar. Continuei tentando fechar a porta, porém ele era mais forte que eu. Dei um último empurrão forte na porta e corri para o andar de cima. Entrei em meu quarto e tranquei a porta. As lágrimas escorriam sem permissão. Corri para a cama e peguei meu celular, tentei discar o número de Jenny e deu caixa postal. Dei um pulo de susto quando o ouvi chutar a porta, disquei o número de Stacy, mas ela também não me atendeu. Mais um chute na porta e meu coração veio à garganta. Tentei novamente o telefone de Stacy, mas caiu na caixa postal novamente. Resolvi tentar o de Jenny mais uma vez.
— Sky— suspirei de alívio quando ela me atendeu. — Já estamos voltando.
Ele chutou a porta e conseguiu abri-la.
— Jenny, socorro! — gritei correndo em direção ao banheiro.
Antes que eu pudesse entrar, senti um par de mãos me pegarem pela cintura. Gritei e esperneei, mas não consegui me soltar. Seu aperto em minha cintura era muito forte. Antes de meu celular cair no chão, pude ouvir Jenny gritar meu nome. Lutei para me soltar enquanto ele me arrastava até o andar de baixo e passava pela porta.
Vi uma van preta parada em frente de casa, a porta lateral se abriu e eu fui jogada lá dentro. Me sentei direito no banco e encarei o cara encapuzado que me jogou dentro da van e agora estava sentado ao meu lado. Olhei para frente e senti um forte frio na barriga quando seus olhos castanhos me encararam com intensidade.
Olá, docinho. Eu disse que estaríamos juntos em breve!
Meu coração falhou uma batida e flashes do sonho passaram por minha mente. Senti as lágrimas saírem com mais força, quando uma mão forte surgiu por trás de mim, pressionando um pano molhado com clorofórmio em meu nariz. Em instantes fui perdendo a consciência e a minha última visão, foi de seus lábios sussurrando “bons sonhos” e um sorriso maldoso moldando seus lábios.

Continua…


HELLOOOO!
Digam se gostaram nos comentários ;)
Quero agradescer pelos 4 comentários no ultimo capítulo, pode parecer pouco, mas me faz muito feliz.
Gente, esse era o ultimo capítulo que eu tinha pronto, então de agora em diante não tenho mais dia para postar. Vou voltar a escrever essa semana, caso eu tenha capítulo pronto até domingo que vem, então eu posto, senão, eu irei demorar um pouco para voltar com capítulos novos.
MASSSSSSSSSSSS, caso eu não tenha capítulos de PL pronto, eu irei postar a sinopse oficial de Don't Leave Me.
É isso, espero que tenham gostado.
Fiquem com Deus e beijos de Chanel ♡.
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12 comentários:

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