31/12/2016

Don't Leave Me - Capítulo 2 - Serviço Comunitário

Os dois correram em direção ao carro da garota, ela não havia estacionado muito longe dali. Antes mesmo de se aproximar do carro de Lucy, três policiais rendem os jovens. Sendo um deles, mulher. Logo a moça ordenou que Lucy colocasse suas mãos atrás da cabeça e que abrisse as pernas. Lucy relutante, o fez.
O loiro, que até então se mantinha em silêncio tentando digerir o que estava acontecendo, sentiu um frio tomar conta de sua espinha ao se lembrar das drogas que Lucy carregava. A garota mantinha uma feição séria em seu rosto, ela não sentia medo.
A policial não demorou para encontrar os pacotes com pó branco nos bolsos de Lucy, juntamente de um bolo de dinheiro que a mesma recebeu pelas drogas. Justin foi revistado logo depois, mas como era previsto, nada foi encontrado. Eles foram algemados e colocados no banco traseiro da viatura, Lucy resmungava alguns palavrões sobre a forma bruta dos policiais. Dois deles tomaram seus lugares nos bancos dianteiros, dando partida logo em seguida para a delegacia.
O loiro manteve-se pensativo durante todo o trajeto. Ele se perguntava como pode ter sido tão estúpido ao ponto de dar ouvidos a sua colega. Lucy sempre foi a menina problema, era quase óbvio que ela estava metida em algo sujo, afinal, de onde teria tirado dinheiro para conseguir comprar um carro?
O coração de Justin se apertava ao pensar no desgosto que daria ao seus pais. Jeremy poderia ser um bêbado de merda, mas ele ainda se importava com Justin. Justin sabia que ele tentava ser um pai melhor, mas não conseguia ter controle sobre suas palavras afiadas como faca quando estava embriagado. E Pattie, Pattie mesmo tendo o deixado quando fugiu das surras de Jeremy, ela continuava sendo sua mãe. Ele sabia o quanto ela se arrependia por não ter conseguido levá-lo consigo.
Logo o carro estacionou em frente a viatura e os dois jovens foram levados para dentro da delegacia. Enquanto eram fichados, o delegado passava pelo corredor em que os dois se encontravam algemados às cadeiras. Ao reconhecer um dos rostos, ele correu para sua sala, pegou o telefone e discou o número de sua grande amiga. Alguns minutos depois, uma voz doce e suave soou ao telefone:
Alô? — sua voz era de quem acabara de acordar, já que se passava das 1h da manhã.
— Pattie? Sou eu, Bill, preciso que venha até a delegacia.
O que aconteceu? — perguntou mais desperta.
— É o Justin, ele foi preso.

Justin Bieber’s P.O.V.
O dia já estava para amanhecer e todos daquela delegacia estavam com cara de cansaço. Já estava sentado naquela sala do delegado há, mais ou menos, uma hora. Ele apenas me encarava sem dizer nada. Vez ou outra, ele olhava em seu relógio de pulso, parecia esperar alguém para que começasse o interrogatório.
O encarei mais uma vez, constatando que ele continuava a me encarar, parecia querer estudar minhas reações. Eu me mantinha tranquilo, não havia feito nada de errado, apenas estava no lugar errado, na hora errada. Bufei mais uma vez, tenho feito muito isso desde que entrei ali, encarei a plaquinha com seu nome em cima de sua mesa e resolvi abrir a boca:
— E então… Bill, — dei uma pausa para ler seu nome. — posso te chamar de Bill, não é? O que está esperando para começar o interrogatório?
— Logo ela chegará e iremos começar. — disse sério.
— Ela quem? — perguntei confuso.
Ele me olhou nos olhos e me ignorou, desviou o olhar para o que acontecia fora daquela sala. Revirei os olhos e senti minhas mãos ficarem dormentes, tentei movimentá-las, mas as algemas estavam apertadas demais, o que fez apenas com que eu machucasse meu pulso. Uma voz conhecida soou do lado de fora da sala do delegado, me fazendo olhar para trás para ver quem era. Era a dona Patrícia, porra. Esse velho maldito ligou para minha mãe às 3h da manhã.
— Eu quero falar com o delegado, onde está meu filho? — ela gritou com um dos policiais.
O Delegado rapidamente se levantou se dirigindo até a porta, ele saiu e conversou com o policial, que parecia estar nada contente, e voltou para a sala, sendo seguido por Pattie. Ela me fuzilou com o olhos, se antes eu nunca havia sentido medo dela, com certeza isso mudou com esse olhar. O delegado se sentou em sua cadeira e Patrícia se sentou ao meu lado.
— O que ele fez? — ela perguntou olhando diretamente para mim.
— Bom, Justin estava em um local onde era praticado rachas. Não havia licença alguma para esse tipo de “evento”, se é que podemos chamar assim. Ele foi pego junto de uma garota que estava vendendo drogas… — Pattie arregalou os olhos e começou a me bater ali mesmo.
— Mãe para, eu não estava fazendo nada. — disse tentando desviar de seus tapas.
— Que desgosto, Bieber — disse ela com uma feição chateada.
— Eu não sabia que ela estava vendendo drogas — me defendi. — Lucy apenas me chamou para ir a uma festa, eu não sabia que se tratava de um racha.
Terminei de falar com um bufo irritado. Porra, eu devia saber que andar com Lucy iria me meter em problemas, de novo.
— Não quero saber, esse tipo de lugar não é pra você — disse irritada.
— Pattie, por favor, se acalme — disse o delegado. — Bom, eu não posso fazer isso, mas… como seu amigo de longa data, não irei fichar o Justin. Porém, ele terá que cumprir serviços comunitários por algumas semanas.
— Muito obrigada, Bill — disse Pattie. — Mas, não quero que arrume problemas por causa de Justin.
— Pattie, por favor, se eu não fizer isso Justin pode ser preso. Ele não é réu primário, o tribunal pode não querer fazer um acordo.
Pattie assentiu triste e me olhou com os olhos tristes. Desviei o olhar, não conseguiria encará-la naquele momento.
— Podemos ir? — perguntou minha mãe.
— Assim que acertarmos onde Justin irá cumprir os serviços. — respondeu e eu revirei os olhos.

[…]

Saímos da delegacia direto para o estacionamento. Pattie se mantinha quieta ao meu lado. O delegado me disse que Lucy irá pegar no mínimo 6 meses de prisão. Achei bem feito, aquela vadia deveria ter me contado das drogas. Lucy só traz problemas. Paramos em frente ao lado do carro de Pattie, ela destravou e entramos. Se mantinha quieta, eu sabia que havia pisado feio na bola.
— Mãe… — comecei — me desculpe, e-eu não deveria ter lhe dito aquelas coisas ontem.
Ela apenas assentiu com a cabeça e parou o carro em um farol. Alguns minutos se passaram e ela se manteve calada. Àquela altura, eu me sentia a pior pessoa do mundo. Patrícia era uma ótima mãe, mesmo que eu, às vezes, me recuse a aceitar isso. Suspirei e a olhei.
— Mãe, a senhora ainda está brava? — perguntei.
— Justin, não estou brava, estou magoada. — disse prestando atenção na rua. — Meu filho, você sabe que eu amo você. Mesmo que eu não tenha sido a melhor mãe do mundo, mesmo que eu tenha deixado você e seu pai e não tenha voltado para te buscar, eu me preocupo com você. Justin, você já é bem grandinho, sabe o que é certo e o que é errado. Então, porque faz essas coisas? Você não precisa disso, Justin. Esse mundo que você está se metendo não irá te trazer nada de bom. Eu quero o seu bem e tenho certeza que seu pai também.
Fiquei quieto, não consegui respondê-la. Vi que algumas lágrimas escorreram por seus olhos e fechei os meus com força. Porra, eu não deveria tê-la tratado daquela forma. Quando abri os olhos novamente, vi que ela estava indo em direção á sua casa.
— Hoje você ficará em minha casa. — me lançou seu sorriso maternal, porém triste.

Continua…


FELIZ ANO NOVO!!!
Gente, demorei pra postar porque tem visitas aqui em casa, aí complica. Enfim, gostaram do capítulo? O que acham que vai acontecer agora?
O próximo capítulo vai demorar um pouco, pois eu ainda não terminei ele e não sei quando vou conseguir terminar. Essa primeira semana de Janeiro vou tirar pra tentar terminar o próximo de DLM e de PL.
É isso, fiquem com Deus e beijos de Chanel ♚.
+ 3 comentários

5 comentários

  1. Aleluia vc postou tá muito bom continua tô curiosa para saber o que a pattie vai fazer com o Justin 😍😍😍😍😍😍😍😍😍😍

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  2. Justin melhor pessoa sqn!

    Continue..

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