23/12/2016

Don't Leave Me - Capítulo 1 - Assalto e desapontamentos

Justin Bieber’s P.O.V.
Senti minha cabeça latejar com o som estridente do meu celular tocando. Suspirei cansado e abri os olhos, os fechando rapidamente. Merda! Esqueci-me de fechar as cortinas ontem à noite. Peguei o celular, que estava embaixo do meu travesseiro, e olhei o nome no visor: mãe. Bufei revirando os olhos e atendi:
— Mãe? O que quer?
Bom dia Justin, estou ótima e você? — ela bufou, ao fim da frase.
— Mãe, eu mal dormi essa noite, dá pra falar o que você quer? — revirei os olhos.
Justin, — suspirou ao telefone — precisamos conversar. Você pode vir até aqui?
— Agora? — fechei os olhos.
Sim, Justin, agora. — disse começando se irritar.
— Está bem. — bufei. — Em uma hora estou ai.
Com muita preguiça, levantei-me e segui para o banheiro. Após terminar minha higiene pessoal e tomar um banho quente, vesti minha roupa. Procurei meu pai pela casa, mas não o encontrei. Provavelmente saiu para embebedar-se novamente, por isso nunca mantém um emprego fixo. Fui para a cozinha e procurei algo para comer. Após o café-da-manhã, saí de casa.
Ao chegar ao fim da rua, encontre Khalil e Dylan fumando na esquina. Aproximei-me e os cumprimentei:
— E ai? — fizemos um toque de mão.
— Fala Drew, aonde vai? — perguntou Khalil.
— Minha mãe me ligou, quer conversar — revirei os olhos.
— Porra cara, deixa isso pra depois. — começou Dylan. — Precisamos arrumar aquele carro, estou precisando de grana, cara.
— Minha mãe vai me matar, dude. — respondi apreensivo.
— Que isso, Bieber, está com medo da mamãe, é? — disse Khalil, que logo começou a rir, acompanhado por Dylan.
— Vão se foder — disse nervoso. — Vamos logo roubar essa merda de carro.
Eles pararam de rir e saíram andando na frente.
Andamos sem rumo, até parar em uma rua pouco movimentada. Avistamos um bar e nos sentamos em uma das mesas que estavam ao lado de fora. Passamos cerca de 3 horas sentados ali. Nenhum carro parecia ser bom para o Dylan, até que um carro preto estacionou no fim da rua.
Dylan deu sinal para Khalil e eu, e começou a andar em direção ao carro. O dono do carro entrou em uma loja de bebidas do outro lado da rua. Nos aproximamos devagar para não chamar a atenção. Dylan encostou-se à porta do carro, ao lado do motorista, e tirou puxou o gancho de dentro da bermuda, onde ele havia escondido.
Ele colocou o gancho entre o pequeno vão que havia entre o vidro e a porta do carro, ele procurou o trinco da porta com o gancho e o puxou para cima, o dono não havia ligado o alarme, otário.
Entramos rapidamente no carro e Dylan saiu cantando pneu, já que o dono do mesmo começou a correr em nossa direção. Ficamos todos em silêncio por cerca de dois minutos, até cairmos na gargalhada.
— Cara, nunca roubei um carro tão facilmente como esse — disse Khalil rindo.
— Cala a boca, porra. Se liga ai Dylan, olha uma viatura ali na frente. — disse sério.
Passamos ao lado da viatura prendendo a respiração. Eu não podia ser pego de novo. Os policiais nos olharam com desconfiança, mas logo voltaram a atenção para a viatura. Provavelmente alguma chamada no rádio.
— E agora, aonde vamos? — perguntou Khalil.
— Agora nós vamos levar o carro para o meu primo e depois vamos comemorar. — disse Dylan.
— Vão vocês, preciso fazer uma coisa antes de ir ver minha mãe. — respondi.
— E o que seria mais importante do que passar o resto do dia bebendo com os amigos e pegando várias gatinhas? — perguntou Khalil.
— Deixa o Bieber, você sabe como ele anda careta esses dias. — disse Dylan.
Após 20 minutos rodando com o carro, paramos em frente ao desmanche do primo de Dylan. Ele estava sentado do lado de fora, com um cigarro na boca e cercado de caras com armas escondidas na cintura. Parece que alguém andou fazendo algumas inimizades por aí.
— Olha só se não é meu priminho favorito — disse debochado quando nos viu.
— Fala ai, Brian. Olha o que a gente pegou para você. — disse Dylan. — Eu sei que deveríamos ter entregado ontem, mas é que tivemos uns probleminhas com a Polícia.
— Vocês foram pegos? — perguntou preocupado.
— Não, não. Os policiais estavam passando na rua na hora, não vimos que o carro tinha alarme e ele disparou. — respondeu.
— Mais cuidado da próxima vez, moleques. — ele enfiou a mão no bolso e tirou um bolo de dinheiro. Separou em três partes e nos deu. Eram trezentos dólares para cada. — Está aí a grana de vocês, agora dêem o fora. Não vem sendo muito seguro andar comigo.
Dylan entregou a chave do carro para Brian, agradeceu e nós saímos. Voltamos andando até perto de casa, mas mudei de rumo quando vi que horas eram.
— Não vem mesmo Bieber? — perguntou Dylan.
— Não, preciso dar um tempo. — respondi.
— Beleza, qualquer coisa é só dar um toque. — disse ele.
Fizemos um toque de mão e nos despedimos. Os dois saíram já mexendo com um grupo de garotas do outro lado da rua.

[…]

E mais uma vez eu estava aqui. Vendo-a dançar, como um anjo. Seus movimentos me hipnotizavam, sua graciosidade era o que mais me fascinava. Ela estava me deixando louco, sem nem ao menos me conhecer. Ela era tão linda, tão doce.
Levei uma mão ao bolso e puxei um cigarro. O acendi e logo senti a fumaça preencher meus pulmões. Olhei para a janela novamente e a vi dançar, mas não estava sozinha. Um garoto ensaiava com ela, as mãos dele estavam em sua cintura fina. Ela sorria. Parecia estar se divertindo. Respirei fundo e joguei o cigarro no chão.
Olhei a hora em meu celular e bufei. Ainda tinha que ir ver minha mãe. Já passava das 18h, o Sol já estava se pondo. Levantei-me e resolvi ir vê-la de uma vez. Peguei um ônibus, pouco tempo depois estava descendo na esquina de sua lanchonete.
Andei até sua lanchonete e entrei, ouvindo o som do sino soar. Dona Pattie estava sentada em um banco conversando com uma das atendentes.
— Mãe? — aproximei-me.
Seu sorriso murchou, ela disse algo para a garota que se afastou. Dona Pattie estava com uma expressão chateada no gosto.
— Justin, meu filho. — suspirou. — Isso são horas? Eu te liguei pela manhã.
Revirei os olhos e bufei sentando-me ao seu lado.
— Eu estou aqui, não estou? Então dá pra falar logo o que quer?
— Justin, fala direito comigo. Ainda sou sua mãe. — disse brava. O que me fez revirar os olhos novamente. — Eu te chamei aqui porque recebi uma ligação da sua escola. Por que parou de estudar Justin?
— Porque eu quis — respondi com tédio.
— Por que quis? E isso é motivo? Justin, você não pensa no seu futuro? Como pensa se sustentar sem ao menos arranjar um emprego digno?
— Mãe, eu já faço os meus corres. Não preciso de emprego algum, o que eu ganho já dá para sustentar a mim e ao meu pai. Meu pai, você se lembra dele? Aquele velho bêbado que serve para me encher o saco. — falei ríspido.
— Justin, olha como fala. Ele ainda é seu pai e eu sua mãe, será que dá para termos uma conversa normal de mãe e filho?
— Não, mãe, não dá. Por que a senhora não pensou nisso quando me deixou? — digo já irritado.
— Meu filho, você conhece muito bem a história. Sabe que as coisas não foram assim. — diz com voz de choro.
— Como não? Você foi embora e me deixou para trás. Você poderia ter me levado junto, mas preferiu me largar com aquele velho que só sabe beber e me dar dor de cabeça. — digo quase gritando.
— Justin…
— Não, mãe, — a interrompi — você não tem o direito de opinar na minha vida, já que não participou nem da metade dela. Se eu estudo ou não, já não é problema seu.
Levantei-me e saí do seu estabelecimento. Sei que a deixei em prantos, mas estava nervoso o suficiente para não me importar. Atravessei a rua assim que vi uma loja de bebidas do outro lado. Entrei na loja e comprei uma garrafa de vodka e um maço de cigarros, já que o meu havia acabado.
Sei que estou seguindo os mesmo passos de Jeremy, afogando as mágoas na bebida, mas fazer o quê. Eu sou seu filho. Ao sair da loja esbarro em uma garota, ela falou alguns palavrões, mas ao levantar o rosto abre um sorriso malicioso.
— Olá Bieber. — diz Lucy. — Quanto tempo você não aparece por lá.
— Ando com uns problemas, gatinha. — respondi dando de ombros.
— Que tal esquecer esses problemas comigo? Vai ter um pega aqui perto hoje, a gente podia ir juntos. — disse dando um sorriso safado, que eu logo retribuo.
Puxei-a com brutalidade pela cintura, atacando seus lábios sem pudor. Com Lucy não existia carinho nem delicadeza, apenas o bom e velho sexo casual. Senti seus dedos puxarem meus cabelos, quando apertei sua bunda com força. Ela soltou um gemido, seguido de um sorriso safado.
Essa noite está apenas começando.

Charlotte Ryland’s P.O.V.
— Ok, por hoje é só. — gritou Megan White, minha professora de ballet e melhor amiga. Ela se aproximou de mim e sorriu. — Você está bem Charlie? Deu duro hoje.
— Estou sim, Maggie, e obrigado. Preciso pegar essa coreografia até a apresentação. — respondi seguindo até onde minha bolsa estava.
— Charlie, não cobre demais de si mesma, essa coreografia que você escolheu para apresentar não é fácil. E além do mais, você ainda tem muito tempo para isso.
Megan é simplesmente a melhor amiga que pude arranjar. Ela é como uma irmã mais velha, apesar de eu já ter uma, ela cuida de mim como ninguém. Ela tem me ajudado muito, agora está me ajudando a conseguir uma bolsa para continuar a ter aulas aqui, uma das melhores escolas de dança de Nova Iorque.
— Já vou indo, Maggie. Até amanhã! — me despedi com um abraço e fui até a saída, após trocar de roupa.
Andei até o ponto de ônibus do outro lado da rua e esperei pelo meu, que não demorou em chegar. Minha vida se resume nisso: escola de manhã, aulas de ballet à tarde e trabalhar na lanchonete da tia Pattie à noite. Eu costumava ter aulas de ballet duas vezes na semana, mas com o concurso para ganhar a bolsa, os ensaios aumentaram.
Desci na esquina de casa, andando em direção à lanchonete onde trabalho e minha casa fica no andar de cima, avistei um garoto. Seus cabelos eram loiros, não conseguia ver a cor de seus olhos por causa da distância. Ele saía de um bar, carregava duas garrafas de bebidas e continha um cigarro em sua boca. Ele parecia estar irritado, pelo jeito acabou de brigar com alguém.
Cheguei à lanchonete da tia Pattie esgotada, meus últimos dias têm sido muito puxados. Assim que adentrei o estabelecimento, o sino da porta soou. Procurei a tia Pattie com os olhos e não a vi. A lanchonete estava um pouco cheia. Passei os olhos mais uma vez e a vi, sentada em uma mesa bem afastada. Andei em sua direção e quando me aproximei, percebi que ela chorava.
— Tia o que houve? — perguntei preocupada me sentando em sua frente.
Seus olhos azuis estavam mais intensos por causa de suas lágrimas, eles estavam vermelhos.
— Não é nada grave, querida, não se preocupe. — respondeu secando suas lágrimas.
— Como não é grave? Por que a senhora está chorando? — perguntei.
— Ah Charlie, é que… — respirou fundo. — meu filho esteve aqui. Eu estava com tanta saudade, precisávamos conversar, pois ele simplesmente se recusa a estudar. — fungou. — Mas Justin tem um temperamento forte, assim como o pai, então nós acabamos brigando.
— Ah tia — suspirei. — Por que a senhora não sobe e descansa? Eu posso cuidar do bar hoje.
— Não querida, eu estou bem. Pode ir tomar seu banho e descansar um pouco, eu sei como seus dias têm sido muito puxados, então desça somente às 20h, hoje vamos fechar mais tarde.
— Tem certeza? — ela assentiu triste. Suspirei cansada e concordei. — Tudo bem, mas a senhora também deveria subir. As meninas podem segurar as pontas por enquanto.
— Não, querida. Eu vou ficar bem, pode ir.
Suspirei cansada e me levantei. Tia Pattie era teimosa, ela não iria mudar de ideia. Subi as escadas que ficavam nos fundos da lanchonete. Tia Pattie era minha vizinha e dona do pequeno apartamento onde moro com minha irmã. Meus pais foram morar em Miami para cuidar da vovó que estava doente, como Melanie e eu estudávamos, eles disseram para ficarmos aqui, pois lá seria temporário. Mas a vovó morreu alguns meses depois e eles ficaram lá de vez, já que o papai havia conseguido um emprego.
Então, eu preferi ficar por aqui com Melanie, foi quando nos mudamos para cá. O aluguel é barato e não precisamos de uma casa tão grande. Ela trabalha o dia todo, e eu a noite, temos nos virado muito bem até agora.
Entrei no pequeno apartamento e constatei que Melanie ainda não havia chegado. Fui para meu quarto, que por sinal estava uma bagunça, joguei minha bolsa em qualquer canto e fui pegar meu uniforme para trabalhar. O deixei arrumado em cima da cama e entrei no banheiro do corredor, não tenho o privilégio de ter um banheiro só para mim, infelizmente.
Despi-me e entrei no box, ligando o chuveiro em seguida. Senti a água quente cair sobre minhas costas, me fazendo relaxar. Fechei os olhos e deixei a água molhar meus cabelos.

Justin Bieber’s P.O.V.
Só se ouvia palavrões no último volume, o som das músicas eram ensurdecedores. Dei mais um gole na minha bebida, senti-a descer queimando pela garganta. Puxei mais um cigarro do bolso e o acendi, senti a fumaça invadir meus pulmões e logo a soltei pelo nariz. Um par de braços rodeou meu pescoço e beijos foram distribuídos pelo meu pescoço.
— Você vai deixar meu pescoço todo marcado desse seu batom vermelho, sua cachorra. — Lucy riu e mordeu o lóbulo da minha orelha.
— Qual é Bieber você já foi mais legal — disse próximo a minha boca.
Soltei uma risadinha e puxei pela cintura. Ataquei seus lábios com voracidade. Desci minhas mãos para sua bunda e ela abriu um sorriso safado. Ela separou seus lábios dos meus e me olhou com malícia.
— Olha o que eu tenho — ela tirou um pacotinho com pó de dentro do bolso da jaqueta. — Não quer experimentar?
— Que porra é essa Lucy? — perguntei sério.
— Qual é Justin, não é como se você nunca tivesse usado. — respondeu com tédio.
— É, mas você sabe muito bem como eu fico quando uso. — disse nervoso.
— Tá, então não usa. — deu de ombros.
Um cara se aproximou e disse algo no ouvido dela, que logo se afastou com ele. Observei os dois, vi Lucy passar algo para ele escondido e logo receber o dinheiro da mesma forma. Era só o que me faltava. Ela voltou para perto de mim e arqueou a sobrancelha quando viu que eu a fitava.
— O que foi? — perguntou como se nada houvesse acontecido.
— Tá vendendo drogas agora? — perguntei incrédulo.
— Fala mais alto, Justin, a polícia ainda não te ouviu — revirou os olhos.
— Lucy voc…
Ela foi empurrada para cima de mim. Quando olhei ao meu redor, estava um caos. Todos corriam para seus carros desesperados.
— Justin, vamos logo. A gente tem que correr até meu carro, a polícia está aqui.

Continua…


META DE 55 SEGUIDORES ATINGIDA EEHHH!!!
Genteee, era pra eu ter postado assim que teve dois comentários, porém eu andei meio enrolada com algumas coisas e estava morrendo de cólica, na verdade, ainda tô.
Enfim, o que acharam? Estão gostando? Será que vem merda por aí? Huehuehue' comentem!
O tutorial de layout sai em Janeiro ;)
É isso, fiquem com Deus e beijos de Chanel ♚.
+ 3 comentários

8 comentários:

  1. Respostas
    1. Que bom que gostou, anjo 💕💕
      Continuo amanhã, desculpe a demora, tem visita aqui em casa 😬

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  2. Respostas
    1. Continuo amanhã, desculpe a demora, tem visita aqui em casa 😬

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    1. Que bom que gostou 💕
      Continuo amanhã, desculpe a demora, tem visita aqui em casa 😬

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    1. Continuo amanhã, desculpe a demora, tem visita aqui em casa 😬

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