27/11/2016

Possessive Love - Capítulo 4 - Captured - parte I

Skylar Houck's P.O.V.
O som do motor do carro foi se afastando e logo não podia mais ser ouvido. Continuei caída na grama com os olhos fixos no asfalto. Alguém havia acabado de tentar me matar. Era muita coisa para digerir. Fiquei em estado de choque por alguns segundos, até o som da maçaneta da porta me despertar.
— Sky? — Ouvi a voz de Stacy e me virei para encará-la. — Oh, meu Deus, Sky, o que houve?
Perguntou, correndo em minha direção. Ela se ajoelhou ao meu lado e quando viu meu estado, me embalou em um abraço apertado. Só então, pude perceber que ainda chorava e meu corpo tremia. Vi Stacy com seu celular em mãos discando o número da polícia, após dizer algumas palavras, ela desligou e me encarou preocupada.
— O que foi que houve? — perguntou. — Eu ouvi o som de um carro em alta velocidade, mas achei que eram alguns adolescentes estúpidos fazendo arruaça àquelas horas, entretanto quando ouvi um grito, reconheci na hora sua voz.
Ela estava um pouco trêmula, o que demonstrava que ela também estava com medo e assustada.
— E-eu não sei — pigarreei para voz sair mais alta. — Eu só tive tempo de ver o carro acelerar em minha direção e correr.
Ela assentiu com a cabeça, como se estivesse dizendo que compreendia o que eu havia acabado de vivenciar.
— Eu já liguei para a polícia — quebrou o silêncio que havia se instalado —, eles logo estarão aqui. Você pode começar contando a eles sobre as suas sensações estranhas.
Assenti lentamente e suspirei profundamente. Stacy me ajudou a me levantar e entramos em casa. Tudo o que eu mais queria naquele momento era dormir.

Durante a madrugada inteira tive que ouvir e responder às mesmas perguntas milhares de vezes. Dois carros de polícia estavam estacionados em frente de casa e vários vizinhos curiosos se encontravam do outro lado da rua. Alguns policiais batiam nas casas vizinhas, perguntando se haviam visto ou ouvido alguma coisa do que se passara e todos respondiam a mesma coisa: som de carro em alta velocidade e o grito de uma garota.
Senti meus olhos lutando para se manterem abertos, enquanto dizia mais uma vez para Stacy que estava bem e que não havia quebrado nada. Scarllet e Anne foram convocadas por Stacy às 3h da manhã, quando os carros de polícia e vizinhos curiosos já haviam ido embora. Ela disse que eu estava precisando de atenção. Revirei os olhos internamente quando ouvi isso.
Subi as escadas para meu quarto totalmente esgotada. O dia já estava quase amanhecendo e eu não pude nem ao menos tirar um cochilo. Segui direto para o banheiro e me despi, entrando no box em seguida. Senti a água quentinha cair sobre minhas costas e me permiti relaxar.
A cada vez que eu fechava meus olhos, sons de pneus cantando e cenas da perseguição de horas atrás me atingiam. Fiquei cerca de 10 minutos no banho, me enrolei em um roupão e quando saí do banheiro parei estática no meio do quarto. Meus olhos foram diretamente para a varanda. Andei devagar até a mesma e busquei coragem dentro de mim para abrir a porta e olhar lá fora.
Ao contrário do que eu pensava, a rua estava vazia. Nenhum carro preto estacionado nem homem estranho olhando para minha varanda. Estava tudo calmo. Pela primeira vez esta semana, eu pude dormir em tranquila.

[...]

O dia seguinte passou se arrastando. Stacy havia me convencido a largar o emprego, mas eu preferi apenas conversar com o gerente e trocar meu turno para a manhã. Havia acabado de sair do trabalho, eram por volta das quatro da tarde. A cada passo que eu dava, a vontade de virar e ver se estava sendo seguida aumentava. Mas decidi que me manteria firme e que tudo não passava de paranoia da minha cabeça.
Cheguei em casa sã e salva quinze minutos depois. Dei de cara com Scarllet e Anne jogadas no sofá de casa, comendo pipoca.
— SKY! — Scarllet se levantou, gritando. — Que bom que chegou, já podemos começar a nos arrumar.
Scarllet às vezes era um pouco histérica, o que fazia Anne revirar os olhos a maior parte do tempo. Anne nunca foi uma grande amiga minha e de Stacy, na verdade, ela só andava com a gente por causa de Scarllet.
— Me arrumar para quê? — perguntei, confusa.
— Vamos sair hoje à noite, só falta Stacy chegar do hospital. — Encarei-a por alguns instantes, tentando achar algum indício de que era tudo uma brincadeira, mas não, ela falava sério. — Anda, garota, vamos sair às 21h.
— É sério isso? Eu quase morri essa madrugada e você quer me arrastar para uma boate? — semicerrei os olhos, incrédula.
—Eu disse isso a ela — pronunciou Anne.
Scarllet revirou os olhos para a irmã e se virou para mim.
— Exatamente por isso, você precisa arejar a cabeça. Uma garrafa de vodka irá te ajudar, pode me agradecer depois — disse Scarllet toda sorridente.
— Mas eu não quero ir — choraminguei. — E a Stacy só chega às 19h.
— Meu céu, temos muito o que fazer. Seus cabelos gritam por uma hidratação e suas unhas nem se fala. Cala a boca e leva essa bunda gostosa pra debaixo daquele chuveiro agora — disse autoritária.
Às vezes confundo Scarllet com um amigo gay pelo seu modo de falar.
Bufei e subi as escadas, pisando firme, sabia que não iria adiantar contestar. Ela sempre vencia no final.

[...]

Às nove da noite eu estava pronta. Scarllet caprichou na minha produção. Meus cabelos estavam sedosos e brilhavam como nunca. Eles estavam lisos com cachos incríveis nas pontas, que caíam como cascatas em minhas costas nuas. O vestido que ela me arrumou era preto, ia até o meio de minhas coxas e com um decote enorme nas costas. Ele era justo no busto e na cintura e sua saia era rodada. Maravilhoso. A maquiagem que Scarllet fez em mim destacou os meus olhos, ela fez questão de fazer uma maquiagem escura e marcante ali. Nos lábios, o batom era de um rosinha clarinho, apenas para dar uma cor.
Calcei uma sandália preta que tinha um alto enorme e peguei uma bolsa-carteira, colocando meu celular, meu RG falso, minhas chaves e meu batom. Coloquei também algum dinheiro para o caso de alguma emergência. Scarllet está me arrastando para essa boate, então Scarllet que pague tudo.
Desci as escadas e as encontrei na sala, todas prontas e lindas. Saímos no carro de Scarllet. Descobri que a boate dessa vez não era uma do Justin. Menos mal. Tudo o que eu menos precisava era encontrá-lo aquela noite.
A boate ficava há meia hora de casa, quando chegamos, Scarllet teve um pouco de dificuldade para encontrar uma vaga. Por sorte, havia uma não muito longe da boate. O nome da boate, La Boon, brilhava em um neon vermelho acima da entrada. A fila para entrar era enorme, antes que eu pudesse ir até o final dela, Stacy me puxou em direção à entrada. O segurança que estava barrando a entrada, nos abriu um sorriso cheio de segundas intenções e nos abriu passagem.
Assim que entramos Bitch Better Have My Money invadiu nossos ouvidos. Em um minuto, Scarllet e Stacy haviam desaparecido. Olhei para Anne que me encarou com uma cara estranha, se virou e entrou no meio da multidão. Suspirei e dei de ombros, seguindo até o bar. Me sentei em um dos poucos bancos vagos e logo o barman estava em minha frente. Pedi uma dose de fada verde, apenas para iniciar minha longa noite de bebedeira.

[...]

Meu corpo estava anestesiado por conta do álcool. Bebi tantos copos, que perdi a conta quando estava no décimo primeiro. Blame de Calvin Harris estava tocando. Eu estava dançando há mais de uma hora, já não conseguia sentir meus pés. Não vi nenhuma das garotas o restante da noite.
Senti um par de mãos agarrar minha cintura e me puxar conta um corpo quente. Continuei a dançar, mas desta vez, de forma mais sensual. Sua respiração bateu contra minha nuca e o senti distribuir beijos pelo meu pescoço. Suas mãos passaram a deslizar por todo o meu corpo. De repente, o ambiente se tornou quente demais. Ainda de costas, ele puxou meu rosto e atacou meus lábios. Me virei de frente para aprofundar mais o beijo. Levei minhas mãos até seus cabelos, pude sentir como eram macios. Seus dedos agarraram meus cabelos e uma de suas mãos continuou a passear por todo o meu corpo.
A falta de ar se fez presente e nos afastamos para recuperar o fôlego. Abri meus olhos lentamente, mantendo minhas mãos entrelaçadas em seu pescoço. Nossas respirações estavam ofegantes. Meu corpo estava em chamas. Puta que pariu, a quanto tempo eu não beijava assim. Meus olhos se encontraram com os seus e no mesmo instante meu corpo paralisou.
Ele me olhou surpreso e logo mudou sua feição para maliciosa. Tentei sair de seus braços, mas ele não permitiu. Antes que eu pudesse reagir, ele me beijou novamente. Desta vez, com mais vontade. Por algum motivo desconhecido, eu não consegui recusar seu beijo. Nos separamos algum tempo depois para recuperar novamente o fôlego, antes que ele pudesse iniciar mais um beijo, virei meu rosto. Seus olhos castanhos me fitaram confusos.
— Qual o problema? — perguntou.
Tentei me soltar novamente, mas ele me apertou mais contra si.
Justin, me solta — disse entre dentes.
— Não — respondeu com a cara confusa.
Justin tentou me beijar de novo, mas aproveitei seu momento de distração e o chutei no meio das pernas. Ele rapidamente me soltou, levando as mãos para o local atingido e gemeu de dor.
— Mas que porra, qual é o seu problema? — Seus olhos faiscaram de raiva.
— Desculpe — respondi.
Me virei e comecei a correr no meio da multidão. Peguei minha bolsa no lugar que a havia jogado e segui para fora da boate. Tirei os saltos e corri o máximo que pude, sem me preocupar de avisar nem esperar ninguém. Após ganhar uma boa distância da boate, parei de correr e me sentei no meio fio para descansar um pouco. Minha cabeça doía e meus olhos queimavam para as lágrimas serem liberadas. Com um suspiro profundo, as deixei cair. Minha vida não podia estar pior.

[...]

Um trajeto de apenas 30 minutos de carro, me custou uma hora e meia a pé. Quando estava próxima a esquina da rua de casa, resolvi colocar os sapatos, para ao menos chegar em casa com dignidade. Minha cabeça doía tanto, que nem percebi uma van preta parada na esquina. Passei por ela sem me preocupar, já estava cansada de sentir medo.
O barulho da porta de abrindo chamou minha atenção, olhei sobre os ombros e vi dois homens vestidos de preto da cabeça ao pés saindo dela. Meu coração passou a bater com força quando os vi vindo em minha direção. Tentei correr, mas como estava de salto, um deles me agarrou por trás. Comecei a me debater, tentando me soltar, mas ele era muito forte. O outro cara apareceu em minha frente com um pano, provavelmente estava molhado com clorofórmio. Ele tentou colocar o pano em meu rosto, mas eu me debatia e virava o rosto.
Ele se afastou e me olhou irritado.
— Fica quieta, garota — disse ele.
Revirei os olhos com sua estupidez e aproveitei esse seu momento de distração para lhe acertar um chute certeiro no rosto. Ele caiu com a mão na lateral do rosto, o salto fino lhe rendeu um belo corte. Pisei com força no pé do cara que me segurava, ele afrouxou o aperto por causa da dor e eu consegui chutar o meio de suas pernas. Ele me soltou e levou as mãos para o local atingido. Aproveitei e tirei os saltos rapidamente, corri como nunca para me manter o mais longe possível deles.
Faltando três casas para chegar até a minha, olhei para trás e os vi fechando a porta da van, que começou a acelerar em minha direção. Corri o mais rápido que pude e cheguei em casa. Abri a porta da sala já em prantos. Stacy, Scarllet, Anne e mais um desconhecido, estavam sentados no sofá da sala. Stacy estava ligando para alguém, que percebi ser para mim quando meu celular tocou minha bolsa.
— Meu Deus, Sky, onde você estava? — perguntou brava.
A ignorei e passei a fechar as janelas da sala e tranquei a porta. Corri para trancar a da cozinha, quando Stacy veio atrás de mim.
— O que aconteceu? — perguntou ao reparar meu desespero.
Antes que eu pudesse dizer algo, um soluço escapou de minha garganta. Stacy veio até mim e me abraçou forte, enquanto eu chorava compulsivamente. O garoto desconhecido que estava na sala, apareceu na cozinha sendo seguido pelas duas irmãs.
— O que aconteceu? — perguntou ele ao ver que eu chorava. Se aproximou e abriu um sorriso triste. — Prazer, me chamo Luke.

Continua...


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