21/11/2016

Possessive Love - Capítulo 3 - Perseguida

Skylar Houck’s P.O.V.
Acordei na manhã seguinte, cedo demais. Eu quase não havia dormido, depois daquele sonho e de ter visto o carro preto. Cada vez que um flashback da noite passada me atingia, era um frio que me corria a espinha.
Decidida, levantei-me, e segui rumo ao banheiro, onde fiz minha higiene, e tomei um bom banho para relaxar os músculos. Me vesti e desci as escadas em busca de Stacy. Chamei por seu nome, e segui sua voz até a cozinha.
— Bom dia? — disse incerta, pela cara de Stacy, ela também não teve uma boa noite de sono.
— Bom dia, onde vai? — perguntou, apontando para minha roupa.
— Vou procurar um emprego. — respondi, pegando uma tigela no armário para comer cereal, já que, aparentemente, era a única coisa que tinha para comer.
— Que ótimo, mas você sabe que não há necessidade, não é? — disse, verificando as horas no relógio da parede.
— Sei, mas preciso ocupar a mente. Ando tendo sensações e sonhos estranhos. — respondi, dando de ombros.
— Você poderia passar no supermercado, quando estiver voltando? Como pode ter percebido não tive muito tempo para fazer compras. — disse, se levantando e arrumando sua bolsa nos ombros.
— Sim, eu percebi. — lhe lancei meu sorriso mais irônico.
Stacy riu e saiu afoita, batendo a porta da sala atrás de si. Suspirei profundamente, ao ver o silêncio melancólico que havia se instalado. Bem, hora de procurar um emprego.

[...]

Por volta das 16h, já estava indo a caminho do supermercado perto de casa. Havia conseguido um emprego em uma loja de conveniência de um posto de gasolina que ficava a umas seis quadras de casa. Ao chegar ao começo da rua, que ficava o supermercado, mais uma vez aquelas sensações estranhas me atingiram. Comecei a apertar o passo, para ver se chegava mais rápido no supermercado. Vez ou outra, eu me pegava olhando para trás, me certificando que não estava sendo seguida. Mas a sensação de estar sendo observada não me largava por nada.
Chegando ao supermercado, soltei um suspiro de alívio. Ali, eu poderia me sentir mais “segura”. Peguei um carrinho, e comecei a pegar o que estava faltando em casa, ou seja, quase tudo. Passei aproximadamente 2 horas fazendo compras. Minhas pernas imploravam por descanso. Como eu estava a pé, pedi que entregassem as compras em casa, após pagar a conta.
Saí do supermercado, e segui rumo a minha casa. Assim que pisei fora do estabelecimento, vi um homem vestido de preto, parado no outro lado da rua. Ele estava encostado no poste e, ao me ver, abriu um sorriso maldoso. Uma onda de desespero tomou conta do meu corpo. Antes que eu pudesse correr, um carro preto parou em frente ao homem. Ele me olhou, e me lançou um sorriso malicioso, antes de entrar no carro.
Assustada, corri o máximo que pude até chegar em casa. Entrei rapidamente e fechei a porta, trancando-a em seguida. Encostei minhas costas na porta e escorri até o chão, sentindo as lágrimas molharem o meu rosto.

[...]

Já passava de meia-noite quando eu fui liberada. O bairro onde morava era bem calmo, então não me preocupei em andar sozinha àquela hora. Estava frio, pude sentir gotas de chuva caírem em meu rosto. Olhei para cima, e pude ver que uma longa noite de chuva forte estava por vir. Apertei mais o casaco grosso, numa tentativa falha de me aquecer mais.
As ruas estavam completamente desertas. Senti meu corpo tremer, quando a sensação de que algo estava para acontecer me atingiu. Olhei para trás, para ver se estava sendo seguida, mas só havia eu ali. Suspirei e tentei ignorar aquela sensação. Já estava começando a me sentir paranoica, já que, toda vez que saía de casa, sentia as mesmas coisas, e sempre era alarme falso.
Me tranquilizei, ao ver que faltava apenas 3 quadras para chegar em casa. Puxei meu celular do bolso de trás da calça, e vi que o relógio marcava 01h03. Stacy, quando soube que eu havia conseguido um emprego, ficou super feliz, mas, ao saber o horário que meu turno acabava, deu um chilique.
Era bom saber que ainda existia alguém para cuidar de mim, alguém pra se preocupar com o meu bem estar, agora que eu já não tinha mais meus pais comigo.
Ouvi um barulho de carro, ao fim da rua. Me virei para ver o que estava acontecendo, e gelei ao ver um carro preto acelerando em minha direção. Era uma SUV, a mesma SUV preta. Desesperadamente, comecei a correr, agora só estava a duas quadras de casa. Vendo que eu corria, o motorista misterioso acelerou mais ainda para me alcançar.
Avistei minha casa do outro lado da rua, e olhei para trás para ver o carro. Ele estava se aproximando cada vez mais rápido. Corri para atravessar, quando estava no meio da rua, o carro acelerou em minha direção. Um grito agudo escapou do fundo de minha garganta. Me joguei no gramado de casa, e virei para ver o carro se distanciando. Levei uma mão ao peito, e senti meu coração descompassado. Meu corpo inteiro tremia de medo, comecei a suar frio, e senti meus olhos arderem. Essa foi por muito pouco.

Continua...


Continuo?
Gentey, irei viajar, porém deixarei capítulos programados para não atrasar as postagens. Lembrando quê: dias de postagens é aos domingos.
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