15/11/2016

Possessive Love - Capítulo 2 - Sensações Estranhas

Skylar Houck’s P.O.V.
— Sean. — Disse o abraçando apertado. — Meu Deus, quanto tempo.
— Sim, desde que você foi embora. — respondeu sorrindo.
— É, tivemos que nos mudar por conta do trabalhado de meu pai. — deu um sorriso de lado.
— Eu soube o que houve com eles, sinto muito. — sorriu triste.
— Tudo bem. — retribui o sorriso e dei de ombros. — Mas o que faz aqui?
— Vim tratar de negócios com o Bieber. Acho que ele ainda não sabe que você voltou.  — dei um sorriso forçado.
— É melhor assim. — ele me deu um sorriso triste.
Me virei para o balcão e chamei o barman, pedindo mais uma dose de lagoa azul. Sean continuou ao meu lado quieto. Ele observava cada movimento que eu fazia. Virei o rosto envergonhada, sentindo minhas bochechas corarem. Olhei para a área vip e um arrepio me correu a espinha.
Ele estava lá. Ao lado de uma morena, sorrindo. Fechei os olhos sentindo as lembranças boas e ruins me atingirem em cheio. Minha bebida foi servida e eu rapidamente tratei de bebê-la.
— Está tudo bem? — perguntou acariciando minhas costas.
— Está sim. — respondi com um sorriso forçado.
Eu precisava sair dali, Justin não podia me ver.
Senti alguém se jogar em cima de mim, rindo alto. Ótimo, Stacy bebeu demais.
— Acho melhor nós irmos, Sky. — disse Scarllet, que estava logo atrás de Stacy.
— Claro. — Me virei para Sean. — Tenho que ir, foi muito bom ver você.
Ele sorriu e me depositou um beijo no canto da boca, me deixando sem graça. Puxei Stacy em direção a saída, tomando cuidado para ela não cair no caminho e torcendo para ele não ter me visto. Saímos a procura de um táxi, e por sorte, estava passando um naquele exato momento.
Demos sinal para que o taxista parasse, e assim ele fez. Anne deu o endereço de casa, elas iriam dormir lá essa noite.

[...]

Acordei sentindo a claridade em meu rosto. Resmunguei e me virei para o outro lado, colocando um travesseiro sobre o rosto. Tentei dormir novamente, mas o sono simplesmente sumiu. Bufei e resolvi me levantar. Caminhei lentamente até o banheiro e escovei os dentes. Resolvi tomar um banho para espantar a preguiça.
Me despi, sentindo minha pele se arrepiar quando uma brisa fria me atingiu. Entrei no box ligando o chuveiro no mais quente. O dia havia amanhecido nublado. Senti Aquela água deliciosamente quente atingir minhas costas, relaxando meus músculos.
Após 10 minutos resolvi sair. Me enrolei em uma toalha branca felpuda e segui para o closet. Vesti um short jeans rasgadinho e uma regata branca, colocando um cardigã cinza, apenas para não ficar com os braços de fora. Desembaracei os cabelos apenas com os dedos, e saí do quarto indo à procura de Stacy.
Procurei Stacy em seu quarto, mas ela não estava lá. Desci as escadas indo em direção a cozinha, ela  também não estava lá. Gritei seu nome, mas só recebi o silêncio como resposta.
— Vadia. — murmurei ao ver que ela havia saído e não tinha nada interessante para comer.
Antes de ir para o Brasil, eu sempre ia em uma confeitaria não muito longe daqui. Senti minha boca se encher de água ao lembrar dos bolos e tortas que vendiam lá. Resolvi que iria comer bolo no café da manhã.
Subi para o meu quarto, peguei minha carteira e celular e calcei um tênis branco. Desci para a sala e fechei as janelas que Stacy havia deixado abertas. Saí de casa trancando a porta e segui rumo a confeitaria.
Ao dobrar a esquina, uma sensação estranha me atingiu. Tentei ignorá-la e acelerei o passo. Após pouco mais de cinco minutos, eu já entrava no estabelecimento. Fui em direção ao balcão e logo fui atendida. Pedi um bolo de chocolate branco com muito chantilly, me sentei em uma das mesas e logo já estava o saboreando.
Novamente aquela sensação estranha me atingiu. Me sentia vigiada, perseguida. Balancei a cabeça tentando afastar esses pensamentos e foquei minha atenção no bolo em minha frente, que por sinal, estava maravilhoso.
Terminei de comer e segui para o caixa, paguei pelo bolo saindo dali logo em seguida. Resolvi andar um pouco para distrair a mente.

Andei cerca de duas quadras, foi quando uma angústia me atingiu. A sensação de estar sendo perseguida voltou mais forte do que antes. Dessa vez, comecei a olhar para os lados e, vez ou outra, para trás.
Uma SUV preta, que estava estacionada na esquina, começou a andar. Meu coração passou a bater mais forte. Senti a adrenalina correr por minhas veias. Apressei o passo para tentar manter uma boa distância, e ela acelerou. Eu não conseguia ver o rosto do motorista.
Comecei a me apavorar e sem pensar duas vezes, comecei a correr. Virei em uma outra esquina e senti meu corpo se chocar com outro, enquanto eu olhava para trás.
— Sky, está tudo bem? — perguntou Scarllet.
Olhei para trás e vi o carro se aproximando. Senti minhas mãos soarem quando ele passou direto. Soltei o ar, que nem havia reparado que prendia. Voltei minha atenção para Scarllet que me olhava com um sorriso contido nos lábios.
— Está sim. — respondi forçando um sorriso.
— Tem certeza? Você me parece assustada — disse desconfiada.
— Não, era bobagem minha. Está tudo bem, sério.
— Ok, então vamos? Sua irmã está lá em casa.
Assenti e acompanhei o seus passos até sua casa, que não era muito longe dali. Soltei um suspiro de alívio, era tudo coisa da minha cabeça. Não havia perseguidor algum.

[...]

Eu corria sem rumo, sentia meus pés gritarem por descanso e por um par de sapatos. Eles já sangravam. Já era madrugada, provavelmente estava perto do dia clarear. Eu trajava apenas uma blusa enorme, que batia no meio das minhas coxas.
Continuei a correr como se minha vida dependesse daquilo, bom, provavelmente dependia. Um homem todo de preto com um capuz que cobria seu rosto, me perseguia com uma corda e uma faca.
Senti minhas pernas fraquejarem de cansaço quando entrei em uma rua, mas ela era sem saída e não era uma rua, e sim um beco.
— O QUE VOCÊ QUER? — gritei enquanto chorava descontroladamente. Senti minha garganta arranhar e abaixei meu tom de voz. — Sai de perto de mim! Me deixa em paz, por favor?
Recebi nem troca apenas uma risada. Uma risada sombria, completamente assustadora, que me causou arrepios. O homem á minha frente abaixou a cabeça e retirou o capuz. Foi quando de repente tudo ficou escuro.

Me sentei assustada, coloquei a mão em meu peito e senti meu coração disparado. Minha respiração estava ofegante. Minha mente se voltava apenas para o sonho perturbador que eu  havia acabado de ter.
Me levantei e segui em direção a porta do quarto, eu precisava de água para me acalmar. Desci as escadas descalça, sentindo como o chão estava gelado. Cheguei a cozinha, peguei um copo e a água na geladeira, me servindo em seguida.
Fechei meus olhos sentindo as cenas do sonho me atingirem, uma pontada de medo atingiu meu coração naquele momento. Terminei de beber minha água e coloquei o copo na pia, coloquei a jarra com água de volta na geladeira e saí da cozinha, subindo as escadas de volta ao meu quarto.
Senti que precisava de um ar. Meu peito me sufocava. Abri a porta da varanda e senti a brisa fria balançar meus cabelos. Fechei os olhos e respirei fundo, sentindo meu corpo se acalmar. Voltei a abri-los e observei a rua.
Um carro preto se encontrava parado em frente a minha casa. O mesmo carro preto. Ouvi o ronco do motor e logo ele sair dali. Senti o medo me atingir e meu coração disparar mais uma vez. Voltei para dentro do quarto e fechei a porta da varanda rapidamente. Corri uma mão pelos cabelos e me sentei na cama.
O que está acontecendo comigo?

Continua...


Heyyyy, voltei. Demorei, mas voltei. Gente, o que cês' tão achando? Tá boa a fic?
E sobre o tutorial de layout, o que cês' acham? Faço ou não?
Lembrando que tem enquete ali do lado viu?! Haha'
Beijos de Chanel, fiquem com Deus!
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