07/11/2016

Possessive Love - Capítulo 1 - Voltando para casa

Era a noite da véspera do ano novo. Faltavam alguns minutos para meia-noite. Infelizmente, caia uma leve garoa na grande São Paulo. O carro dirigia em uma velocidade um pouco baixa, por conta da leve chuva que molhava o asfalto.
De repente o som de um pneu cantando se foi ouvido. Um carro preto apareceu ao lado do carro do casal, que apenas queriam chegar logo na casa de sua família, onde todos estavam reunidos para celebrar o novo ano que viria. O carro preto passou a perseguir o carro do casal. O homem, já com cabelos grisalhos, pisou no acelerador tentando fugir dos possíveis assaltantes.
Mas aquele dia não estava marcado para terminar feliz. O carro passou a acelerar sem parar, o homem de cabelos grisalhos pisava no freio desesperado. Sua preocupação era em manter sua mulher bem, sua mente vagava até sua filha que estava no litoral do estado com seus primos. Ele apenas queria poder ter tempo de rever sua caçulinha e sua mais velha, que não havia voltado com eles para o Brasil.
Em um movimento rápido de mais, o homem perdeu o controle e o carro já estava capotando na rodovia. O rio que passava ao lado, engoliu o carro em questão de segundos. O carro havia capotado quatro vezes, antes de cair e afundar no rio.

Com um sorriso gigante no rosto, Skylar se divertia com seus primos e amigos. Uma bebida forte e gelada estava em sua mão. Sua prima, Jenny, lhe disse algo ao pé do ouvido e Sky riu como nunca.
Sua noite estava sendo uma das melhores. Até seu telefone tocar.
Ainda com um sorriso radiante no rosto, Skylar se afastou da multidão de gente entrando na casa de praia de sua prima. Lá estava totalmente vazio, todos estavam aguardando o momento da contagem regressiva para meia-noite.
Ela colocou a bebida sobre a bancada da cozinha e levou o aparelho até o ouvido.
— Alô? — disse ao aceitar a ligação de sua tia.
— Sky… — a voz da mãe de Jenny soou chorosa.
— Tia? Está tudo bem?
— Sky, querida. Eu sinto muito…
— O que houve? — perguntou já sentindo seu peito apertar.
— Houve um acidente… — ela respirou fundo antes de continuar — Seus pais… seus pais, querida, não resistiram.

Skylar Houck’s P.O.V.
Uma semana. Apenas uma semana após o acidente de meus pais, e já tenho que ir morar com Stacy. Sinto saudades de minha irmã, mas eu precisava ficar mais um tempo no Brasil. Esse suposto “acidente” de meus pais aconteceu de uma forma muito estranha. Meu pai jamais colocou uma gota de álcool na boca, era impossível ele estar embriagado enquanto dirigia. Esta história está muito mal contada.
Meus tios, pais de Jenny, me mandaram para morar com minha irmã com medo de que eu me metesse em alguma encrenca enquanto tentava descobrir o que realmente aconteceu.
Olhei para fora da janela do avião e observei a paisagem do lugar onde nasci. A terra onde nunca pensei um dia deixar. Foram tantas as lembranças, tantas alegrias e emoções vividas aqui.
Ir para o Brasil foi como uma válvula de escape para fugir de todos os meus problemas.
Senti um leve frio na barriga quando o avião começou a pousar. Então, aqui estou eu. De volta a minha cidade.

Depois de pegar toda a minha bagagem, saí à procura de minha irmã, ela ficou de vir me buscar no aeroporto. Passei os olhos por todo aquele mar de gente à procura dela. Andei mais um pouco, desviando de algumas pessoas. Olhei mais à frente e a vi, com um sorriso de orelha à orelha e os olhos cheios de saudades.
Quando fomos para o Brasil, há dois anos, Stacy preferiu ficar aqui para terminar sua faculdade Hoje, com 23 anos, Stacy se formou em psiquiatria. Sua formatura foi pouco antes do acidente de nossos pais. Nós planejamos vir visitá-la após as festas de fim de ano, já que antes nós não pudemos por conta do trabalho de nosso pai.
Infelizmente, essa viagem não pode acontecer.
Assim que me aproximei, lhe abracei com toda a força que tinha. Lágrimas de alegria e tristeza escorriam por nossos rostos. Stacy não pode ver nossos pais antes do acidente, mas conseguiu ir ao enterro. Só não pode ficar mais do que dois dias, ela precisava voltar por causa de uma entrevista muito importante de emprego.
— Eu não via a hora de você chegar, maninha — disse Stacy, quebrando o nosso abraço. — Vamos logo para casa, você deve estar muito cansada e as meninas estão morrendo de saudades. Temos muito que conversar! — disse me arrastando em direção ao estacionamento, sem me deixar responder.

Durante o caminho até minha nova – antiga – casa, Stacy não parou de falar um minuto. Ela disse que conseguiu o emprego, agora ela trabalha no principal hospital de Atlanta. Enquanto eu observava a paisagem das ruas passarem como um borrão, senti minha pele se arrepiar com algumas lembranças e com o pensamento de refazer minha vida aqui.
Como serão as coisas daqui pra frente?
Avistei nossa casa um pouco a frente, continuava exatamente a mesma, ao menos por fora. Stacy me contou que redecorou por dentro. Ela nunca gostou da decoração rustica de nossa casa.
Stacy estacionou o carro e me ajudou com as malas. Assim que abri a porta, fui atingida por um ser de 60kg.
— Meu Deus, Sky que saudade — disse Scarllet, enquanto me sufocava em seu abraço de urso. — Nunca mais me abandone aqui com sua irmã, ouviu bem?
— Claro, Scarllet. Também senti muito a sua falta — disse com dificuldade. — Já pode me soltar, estou ficando sem ar.
— Desculpe — deu um sorriso amarelo e me soltou.
— Sky, senti muito a sua falta — disse Anne, me abraçando. — Onde está Jenny? Ela não ia vir com você?
— Ela vai ficar mais um tempo por lá, não quer deixar a tia sozinha agora que minha mãe morreu — sorri fraco e Anne retribuiu. — Vou deixar minhas coisas lá em cima, volto logo.
Subi as escadas carregando apenas um pouco de minha bagagem, logo desceria para buscar o resto . Entrei em meu antigo quarto e sorri. Stacy redecorou tudo, já não é mais o quarto de uma garotinha.
Fui até a varanda e fechei os olhos, sentindo a brisa fresca bagunçar meus cabelos. Estou novamente em casa!

Após subir toda a minha bagagem para o quarto e conseguir fazer as garotas me deixarem subir para descansar, tirei um “cochilo” de mais ou menos cinco horas. Não pude dormir mais porque havia uma louca me espancando com o travesseiro.
— Acorda logo, Sky. Você vai nos atrasar— disse Scarllet com o travesseiro nas mãos.
— Por quê? Me deixe dormir, quem passou quase dez horas dentro de um avião fui eu. — Resmunguei.
— Foda-se, nós vamos para a boate do Bieber. Anda logo — jogou o travesseiro em mim.
— O que? — perguntei atordoada.
Justin. Ouvir seu sobrenome me deu um frio na espinha. Desde que soube que iria voltar para Atlanta, não havia pensado nele. Estou de volta a Atlanta, as chances de encontrá-lo novamente são muitas.
— Sky, me desculpe. Eu me esqueci, completamente, vou falar para as garotas que vamos a outra boate hoje — disse rapidamente.
— Não. — gritei quando ela já estava prestes a sair. — Está tudo bem, não se preocupe comigo — forcei um sorriso.
— Tem certeza? — assenti com a cabeça. — Então, se levante logo e vá se arrumar. Vamos sair às 22h.
Assenti e suspirei cansada. Olhei para o relógio ao lado de minha cama. Já eram 21h, precisava me apressar.

[…]

Ao som de Lean On, eu observava vários corpos se moverem na pista de dança. Eu já estava sentada naquele bar há mais ou menos uma hora. Não me levantei para dançar um minuto sequer. Já havia ingerido vários copos de diferentes bebidas.
Me perdi das garotas assim que coloquei meus pés aqui. Provavelmente, estão cada uma em um canto se atracando com o primeiro que viram.
Sorri com meus pensamentos, como senti a falta delas. Stacy pensou em tudo, até um R.G. falso ela fez para mim.
Me virei para pedir mais uma dose de Lagoa Azul. De repente, senti duas mãos em minha cintura e um corpo quente me abraçou por trás. Meu coração disparou quando ouvi aquela voz grossa sussurrar ao pé do meu ouvido:
Senti sua falta, morena!
Continua…


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3 comentários

  1. continua estou ansiosa para o próximo capitulo

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  2. "Sinti sua falta morena" aí caraleo kkkkk Jesus do céu 😂😂

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